O técnico Ronald Koeman anunciou nesta terça-feira (30) que não comanda mais a seleção da Holanda. A decisão foi comunicada pelo próprio treinador em uma publicação nas redes sociais, um dia após a eliminação da equipe para o Marrocos na primeira fase de mata-mata da Copa do Mundo.

"Ontem à noite, tomei a decisão de encerrar meu trabalho como treinador da seleção holandesa", escreveu Koeman. "Nós todos sonhávamos com uma Copa do Mundo na qual faríamos história. Isso não aconteceu. Ninguém está mais decepcionado com isso do que eu. Como treinador, você carrega essa responsabilidade", completou.

A derrota nos pênaltis para a seleção marroquina, em partida disputada em Monterrey, no México, selou o destino do treinador. A imprensa holandesa já vinha questionando o desempenho da equipe, considerado abaixo das expectativas, e a permanência de Koeman era incerta mesmo antes do pedido de demissão.

Aos 63 anos, o técnico também indicou que pode se afastar do futebol por razões pessoais. "Os últimos anos me fizeram perceber novamente que existem coisas mais importantes do que o futebol. O futebol foi minha vida, mas a saúde não tem preço. Quando alguém que você ama enfrenta uma batalha difícil, sua visão muda", declarou. Ele agradeceu à esposa, Bartina, pelo apoio durante um período em que enfrentou problemas de saúde.

A frustração com a campanha foi compartilhada pela direção da federação. O diretor técnico, Nigel de Jong, afirmou que o resultado ficou muito aquém do planejado. "O objetivo era chegar à semifinal, e a ambição era ser campeão do mundo. Infelizmente, não conseguimos. Estamos muito longe disso. Precisamos ser honestos", disse De Jong.

Koeman assumiu a seleção após a Copa do Mundo do Catar, em 2022, sucedendo Louis van Gaal, que levou a equipe às quartas de final. Nesta segunda passagem, o time alcançou as semifinais da Eurocopa de 2024, mas foi criticado pela falta de criatividade e por não conseguir vencer nenhuma seleção do top 25 do ranking da Fifa.

A primeira passagem de Koeman pela Holanda começou em fevereiro de 2018 e durou até agosto de 2020, quando ele deixou o cargo para assumir o comando do Barcelona.