A Polícia de São Paulo prendeu temporariamente, neste domingo (13), um dos sócios da construtora New Home, empresa responsável pela construção do prédio de 12 andares que desabou no sábado (12), na Penha, zona leste da capital paulista. Segundo informações do Governo de São Paulo, o sócio foi conduzido ao 24° DP (Ponte Rasa) para prestar depoimento.

Além da prisão efetuada, a Justiça expediu mandados de prisão temporária contra outros dois representantes da construtora. O desabamento do edifício em construção atingiu uma residência na rua Tequici, resultando na morte de seis pessoas: três mulheres, uma delas grávida, dois homens e uma criança.

Equipes de resgate conseguiram localizar um homem e uma criança com vida, que foram encaminhados para atendimento médico. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a obra estava embargada e apresentava problemas de incompatibilidade entre a execução e o que havia sido autorizado.

O histórico da construção é marcado por irregularidades. Em 2021, uma ação judicial já pedia a demolição de uma obra irregular no mesmo endereço. A Subprefeitura da Penha, segundo a prefeitura, realizou fiscalizações que resultaram na interdição dos trabalhos e na aplicação de multas, uma delas no valor de R$ 119 mil.

Apesar das determinações, a ordem de interdição não foi cumprida, o que levou a uma decisão judicial para paralisar a construção. Um alvará solicitado pela New Home em 2019 já havia sido negado pelo município.

Em 2024, uma nova vistoria foi realizada. Um laudo assinado por uma servidora da subprefeitura informou que a demolição determinada anteriormente havia sido cumprida, o que levou à extinção do processo judicial. A Defesa Civil informou que ainda não é possível determinar se o desabamento tem relação com as chuvas que atingiram a cidade.