O chefe do SOUTHCOM (Comando Sul dos EUA), General Francis L. Donovan, confirmou nesta quarta-feira (1°) que aproximadamente 2 mil militares americanos estão na Venezuela. As tropas atuam em apoio aos esforços de busca e resgate e na distribuição de ajuda humanitária por terra, ar e mar, após os terremotos que atingiram o país.

Segundo o general, as equipes permanecerão em solo venezuelano “até que o trabalho esteja concluído. E quando terminarmos, deixaremos a Venezuela”. Donovan destacou que a operação conjunta entre o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa dos EUA continuará enquanto for necessária.

“Há mais vidas que podemos salvar. E há mais suprimentos de ajuda que podemos distribuir”, declarou o chefe do Comando Sul, reforçando o compromisso com a missão humanitária.

O balanço oficial da tragédia foi atualizado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez. Em um pronunciamento na televisão estatal, ele informou que o número de mortos em decorrência dos dois terremotos da semana passada subiu para 2.295.

Além das vítimas fatais, Rodríguez afirmou que 11.267 pessoas ficaram feridas e desabrigadas. Os esforços de busca e resgate contam com mais de 4 mil socorristas internacionais e 26 mil funcionários venezuelanos. Desde o dia 24 de junho, quando ocorreram os principais abalos, já foram registradas 782 réplicas de tremores.

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados), responsável por coordenar a resposta de proteção e abrigo, emitiu um alerta na terça-feira (30) sobre a rápida deterioração da situação humanitária nas áreas afetadas. A agência apontou “uma grave escassez de alimentos, o colapso dos serviços básicos e um aumento nos riscos de proteção para a população deslocada”.