O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que os Estados Unidos devem assumir o controle do Estreito de Ormuz e ser remunerados por garantir a segurança da via marítima. A declaração foi feita em uma entrevista por telefone ao programa "Fox & Friends", da emissora Fox News.

"Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Seremos os guardiões do estreito. Talvez o chamemos de 'anjo da guarda' do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso", disse Trump.

A rota é vital para o abastecimento global de petróleo, e seu controle se tornou um ponto central de conflito. Um bloqueio efetivo pelo Irã elevou os preços da energia e gerou preocupações com a inflação em nível mundial.

Trump reforçou que outras nações deveriam arcar com os custos da proteção. "Vamos protegê-lo. Seremos pagos para protegê-lo, muito dinheiro. Seremos reembolsados porque as outras nações são muito ricas. Elas estão do nosso lado, e não se pode esperar que façamos isso de graça", completou o presidente.

A tensão na região aumentou após o Irã anunciar o fechamento da via navegável no sábado (11), alegando uma passagem não autorizada. No domingo (12), o governo de Teerã confirmou que a navegação continuava suspensa até que a "estabilidade e a calma" fossem restabelecidas.

Sobre o impasse, Trump mencionou um acordo rompido. "Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos dez acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente agir com firmeza contra eles", afirmou.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã comunicou nesta segunda-feira (13) que a única forma de restaurar o tráfego marítimo seria o fim das intervenções militares dos EUA na região. O comunicado alerta que "a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor global de petróleo e gás".

Durante o fim de semana e a segunda-feira, forças dos EUA e do Irã trocaram ataques com mísseis e drones. Teerã declarou ter atingido instalações militares americanas na região do Golfo. A escalada recente coloca em dúvida um acordo provisório, assinado no mês anterior entre os dois países, para reabrir o estreito e permitir um período de 60 dias de negociações.