O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já não garante a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado. A incerteza surge após ela decidir deixar a presidência da ala feminina do partido, em um movimento que expôs um racha interno na família Bolsonaro.
Em reunião na tarde de terça-feira, Michelle comunicou a Valdemar sua saída do comando do PL Mulher. A decisão foi tomada em meio a desavenças com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao ser questionado, Valdemar afirmou que a empreitada pelo Distrito Federal dependerá do poder de convencimento de Bolsonaro, que se encontra preso. “Ainda vejo chances, mas ela vai rever com o marido. Muita coisa mudou, não está garantido”, disse o presidente do PL.
Oficialmente, a justificativa para a saída é a necessidade de se dedicar à família. “Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, afirmou Michelle em comunicado.
No entanto, a decisão veio à tona logo após a ex-primeira-dama tecer duras críticas públicas aos seus enteados, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Em vídeos publicados em seu perfil no Instagram, ela afirmou que eles a tratam “como se fosse idiota”.
Michelle também detalhou um episódio de atrito com Flávio. Acusada por aliados do senador de não se envolver em sua campanha, ela rebateu com críticas. “Telefonei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação, mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido. Me desrespeitou e me maltratou ao telefone”, relatou a ex-primeira-dama.








