Com origem no Japão, a carne de wagyu é famosa por ser a mais cara do mundo, com o quilo podendo ultrapassar o valor de R$ 1.000 no mercado brasileiro. A raça de boi ganhou notoriedade global pela sua qualidade superior.
O segredo da fama e do preço elevado está no chamado "marmoreio". Trata-se da gordura intramuscular que se distribui pela peça, conferindo um aspecto visual semelhante ao mármore e, principalmente, uma maciez e sabor distintos.
Apesar de mitos antigos sobre os animais receberem massagem e beberem cerveja, a qualidade da carne é, na verdade, resultado da genética da raça, associada a uma alimentação rica em amido.
A história do gado remonta ao século 2, quando seus ancestrais chegaram ao Japão vindos da Coreia. O desenvolvimento da raça como a conhecemos hoje começou com cruzamentos a partir de 1868, e sua disseminação pelo mundo ocorreu em 1990.
No Brasil, o wagyu chegou em 1992, trazido pela empresa Yakult, que ainda figura entre os principais produtores. Atualmente, o rebanho nacional é estimado em cerca de 5 mil animais puros e outros 30 mil resultantes de cruzamentos.
Uma das variedades mais conhecidas é o Kobe Beef. Para receber essa denominação, o animal precisa cumprir uma série de critérios rigorosos, incluindo ter nascido, sido criado e abatido na província japonesa de Hyogo.
Consumidores no Brasil podem encontrar diversos cortes de wagyu, como picanha, ancho, chorizo e fralda. O preço final varia conforme o nível de marmoreio da peça: quanto mais gordura entremeada, mais alto o valor.









