A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deve concentrar seus esforços na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 nos próximos dez dias. A avaliação entre os parlamentares da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é que a proposta precisa ser aprovada antes do acirramento do período eleitoral.

Internamente, a aprovação da LDO é vista como o último grande compromisso legislativo do ano. O texto, enviado pelo governo estadual à Alesp no início de maio, já recebeu cerca de 1.500 emendas parlamentares. O deputado Fábio Faria de Sá (Podemos) é o relator da matéria, que já foi encaminhada para a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.

Para o ano de 2027, a LDO estima uma receita fiscal primária de R$ 371,4 bilhões, com despesas previstas em R$ 365,9 bilhões.

Com a prioridade dada ao orçamento, cresce a possibilidade de que a reestruturação da carreira dos professores seja adiada para 2027. Embora o projeto tenha sido apontado como uma prioridade de Tarcísio para este ano, a leitura na Assembleia é que a proposta tem potencial para gerar desgaste e ampliar debates em um momento próximo às eleições.

O adiamento da pauta já era considerado nos bastidores. Parlamentares avaliam que a discussão pode ser postergada para o próximo ano, quando haverá mais espaço para negociação e análise do texto.

O projeto de reestruturação chegou à Alesp em dezembro de 2025 e já passou por 20 etapas de discussões em sessões extraordinárias, além de audiências públicas. A proposta estabelece novas diretrizes para a remoção de servidores, fixa critérios de avaliação de desempenho ligados à progressão na carreira e prevê o pagamento de adicional de transporte para ocupantes de cargos de gestão, entre outras medidas.