Barueri, SP
Saúde

Barueri orienta sobre cuidados na compra de cães para conter avanço da leishmaniose visceral

Secretaria de Saúde alerta sobre procedência dos animais após registros de casos em oito bairros do município

Redação O Informantte·27/10/2026, 14:54·2 min de leitura
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Barueri orienta sobre cuidados na compra de cães para conter avanço da leishmaniose visceral

A Prefeitura de Barueri, por meio do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ) da Secretaria de Saúde, emitiu um alerta orientando os moradores sobre a necessidade de checar a procedência e o histórico sanitário de cães antes da compra ou adoção. A medida busca prevenir a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) no município, com foco redobrado em animais vindos de localidades com registros de transmissão ativa.

A leishmaniose visceral é uma zoonose grave transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, chamados popularmente de mosquito-palha. No ciclo de transmissão da enfermidade, os cães exercem papel de destaque. Em Barueri, a administração municipal já identificou cães com diagnóstico positivo para a doença em oito bairros: Jardim Líbano, Jardim Silveira, Jardim Tupã, Jardim Tatiana, Jardim Mutinga, Vila São Francisco, Parque Imperial e Alphaville 18 do Forte.

As áreas mencionadas demandam atenção epidemiológica constante. Conforme esclarece o órgão de saúde, a existência de registros positivos nessas localidades não significa que todos os animais residentes estejam infectados, mas acende o sinal de alerta para a vigilância e para a investigação de novos casos suspeitos.

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Para evitar riscos, a recomendação é que os interessados solicitem dados detalhados antes de fechar qualquer negócio. É fundamental exigir informações sobre o local de nascimento do filhote, a identificação do criador, a procedência das matrizes e dos reprodutores, a carteira de vacinação atualizada e o histórico veterinário geral, incluindo a realização de exames para LVC quando houver indicação técnica.

A pasta adverte enfaticamente contra a aquisição de animais sem documentação de origem ou provenientes de canis clandestinos, onde não há controle sanitário nem rastreabilidade. A ausência dessas garantias compromete a avaliação prévia de riscos biológicos, o que pode acarretar sérios problemas de saúde para o animal, despesas veterinárias imprevistas e outros transtornos para a família.

Logo após a chegada do cão ao novo lar, ou preferencialmente antes dela, o tutor deve agendar uma consulta com um médico-veterinário. O profissional terá condições de checar a procedência, os deslocamentos anteriores do animal e o estado geral de saúde, indicando o período correto para testes diagnósticos laboratoriais de acordo com a idade e o nível de exposição à enfermidade.

Moradores com dúvidas sobre a procedência de animais, com suspeitas clínicas da doença ou que necessitem de esclarecimentos epidemiológicos podem contatar diretamente o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses de Barueri. O atendimento é feito pelo telefone (11) 4198-5679 e pelo e-mail saude.vszoonosesveterinarios@barueri.sp.gov.br. Dados oficiais sobre a patologia também podem ser consultados pela população no portal gov.br, do Governo Federal.

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