A família de Luís, um menino de 8 anos de Balneário Camboriú (SC), trava uma batalha para trazê-lo de volta ao Brasil. Internado em um hospital de Lisboa, em Portugal, ele precisa de um voo em UTI aérea para continuar o tratamento contra um câncer agressivo, mas as companhias aéreas recusam o transporte devido ao seu estado de saúde delicado.
A saga começou em 11 de maio, quando Luís e sua família viajaram para Portugal para visitar a irmã do garoto. A viagem havia sido liberada pelos médicos após o menino concluir uma etapa do tratamento em Blumenau. No entanto, durante o voo, ele começou a sentir fortes dores e, ao desembarcar, foi levado diretamente para uma unidade de saúde.
Exames realizados em Lisboa constataram uma metástase na faringe, face e cabeça. Luís havia sido diagnosticado com câncer na perna em 2024 e, no ano seguinte, a doença se alastrou para a coluna. Agora, a única forma de retornar ao Brasil para prosseguir com o tratamento é por meio de um transporte aeromédico especializado.
A família busca o apoio do governo brasileiro para que um avião da FAB, a Força Aérea Brasileira, realize o transporte. O custo de um voo particular, segundo a reportagem original, seria de R$ 1,2 milhão. "Fazemos um apelo urgente às autoridades brasileiras e aos órgãos competentes para que haja uma intervenção diplomática e humanitária imediata, viabilizando o transporte sanitário do Luís. Ele é um cidadão brasileiro que precisa voltar para casa", afirmou Gisele, mãe do menino.
Em novembro passado, Luís chegou a conhecer o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração de um acelerador linear para tratamento de câncer no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde o garoto era paciente. Na ocasião, a deputada Ana Paula Lima, vice-líder do governo Lula na Câmara, também comemorou a chegada do equipamento.
Procurado, o governo de Santa Catarina informou, por meio de nota da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que acompanha o caso e que buscou articulação com o Ministério da Saúde e o Ministério das Relações Exteriores, mas as respostas se limitaram a "orientações gerais e encaminhamentos institucionais, sem a apresentação de solução concreta".
Diante da urgência, a secretaria catarinense encaminhou a documentação ao Ministério Público Federal. Segundo a nota, a procuradora federal Patrícia Muxfeldt determinou a autuação de uma Notícia de Fato Cível para ser distribuída com urgência. A família segue aguardando uma solução para o retorno de Luís.









