A confirmação de 13 casos de sarampo no Estado de São Paulo neste ano de 2026 colocou a Secretaria de Saúde de Barueri em alerta. A pasta municipal emitiu um comunicado urgente à população, reforçando a necessidade de manter a vacinação em dia para conter o avanço do vírus, que é altamente contagioso.

Os casos registrados até o momento ocorreram na capital paulista, com 11 registros, e em São Bernardo do Campo, com dois. As infecções atingiram bebês de até 1 ano e adultos na faixa etária de 20 a 50 anos, evidenciando que a doença não escolhe idade e que a baixa cobertura vacinal é a principal causa de seu retorno.

O sarampo é uma doença grave e pode levar a complicações sérias, como pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro), desidratação severa e até a morte, além da possibilidade de deixar sequelas permanentes. A transmissão ocorre pelo ar, especialmente em ambientes fechados, e os primeiros sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele.

A vacina é a única forma comprovada de prevenção. A preocupação das autoridades de saúde aumenta diante do fato de que a cobertura vacinal no país continua abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde.

O Brasil chegou a eliminar a circulação do vírus em 2016, mas perdeu a certificação anos depois, justamente pela queda na vacinação. Em novembro de 2024, o país recuperou o status de nação livre da doença, uma conquista que agora está ameaçada pelos novos surtos.

Uma Nota Técnica do Governo Federal também alerta para o risco de reintrodução do vírus em larga escala, impulsionado por surtos recentes nos Estados Unidos, México e Canadá, somados ao aumento do fluxo de viagens internacionais.

A Secretaria de Saúde de Barueri orienta que todos os moradores verifiquem suas cadernetas de vacinação. Quem tiver dúvidas ou precisar atualizar as doses deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A vacinação é um ato de responsabilidade individual e coletiva, protegendo toda a comunidade.

Confira o esquema vacinal recomendado:

Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.

Pessoas de 1 a 29 anos: duas doses, caso não tenham sido vacinadas anteriormente.

Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose, caso não tenham sido vacinadas.

Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade.