Pessoas próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro afirmam ter a convicção de que a Polícia Federal (PF) nunca teve a intenção de fechar um acordo de delação premiada. Segundo interlocutores ouvidos pela CNN, a percepção é de que a instituição agiu apenas para cumprir formalidades, sem demonstrar interesse real em avançar com as negociações.
De acordo com essa avaliação, tanto na primeira quanto na segunda tentativa de acordo, a PF teria atuado de maneira protocolar. Questionados sobre os possíveis motivos para essa suposta falta de interesse da corporação, os aliados de Vorcaro não souberam apontar uma razão.
O grupo também contesta a justificativa, atribuída a integrantes da PF nos bastidores, de que a segunda versão da proposta de delação seria frágil e sem substância. Para eles, a realidade é o oposto: o documento apresentado conteria autoincriminações, confissões e revelações sobre possíveis práticas criminosas de autoridades.
Os aliados do banqueiro reforçam que a nova versão da proposta trazia fatos inéditos, até então desconhecidos pela Polícia Federal. Conforme reportagem anterior da CNN, divulgada no início de junho, o conteúdo da proposta alcançava autoridades dos Três Poderes e também da oposição.
A CNN informou que procurou a Polícia Federal para comentar as alegações do entorno de Vorcaro e aguarda um posicionamento oficial da instituição.









