As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram um desempenho recorde no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 2,936 milhões de toneladas entre janeiro e junho, um aumento de 12,9% em relação às 2,6 milhões de toneladas do mesmo período em 2025.
A receita acumulada nos seis primeiros meses do ano chegou a US$ 5,7 bilhões. O valor representa um crescimento de 17% na comparação com os US$ 4,871 bilhões registrados no primeiro semestre do ano anterior.
O mês de junho foi particularmente forte para o setor. Os embarques de produtos in natura e processados somaram 482,8 mil toneladas, uma alta de 40,6% sobre as 343,4 mil toneladas de junho de 2025. A receita mensal atingiu US$ 985,5 milhões, um salto de 54,7% em relação aos US$ 637 milhões do mesmo mês no ano passado.
Segundo a ABPA, o crescimento expressivo de junho está relacionado à baixa base de comparação de 2025. Naquele período, o mercado enfrentou restrições temporárias devido a um único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade registrado em uma granja comercial no Brasil, situação que foi posteriormente superada.
A China liderou as importações em junho, com 50,1 mil toneladas. Na sequência, aparecem Japão (46,6 mil toneladas), Emirados Árabes Unidos (46,2 mil toneladas) e Arábia Saudita (33,1 mil toneladas). A lista de principais destinos inclui ainda a União Europeia (28 mil toneladas), África do Sul (26,3 mil toneladas) e México (25,4 mil toneladas), além de Coreia do Sul, Filipinas e Singapura.
Entre os estados, o Paraná se manteve como o maior exportador, com 199,3 mil toneladas embarcadas em junho. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 103,3 mil toneladas, seguido por Rio Grande do Sul (56,7 mil toneladas), São Paulo (29,9 mil toneladas) e Goiás (29,4 mil toneladas).
Em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que os resultados foram alcançados apesar de um cenário adverso, com tensões geopolíticas no Oriente Médio e desafios logísticos. "Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes", afirmou Santin.






