Marius Borg Hoiby, enteado do príncipe herdeiro Haakon da Noruega, foi condenado nesta segunda-feira (15) a quatro anos de prisão por estupro e violência doméstica. A decisão, proferida por um tribunal de Oslo após um julgamento de sete semanas, agrava a crise de imagem da família real norueguesa.
Hoiby, de 29 anos, entrou para a família real em 2001, quando sua mãe, Mette-Marit, casou-se com o príncipe Haakon. Ele foi considerado culpado de duas acusações de estupro, sendo que uma delas ocorreu no porão da residência do príncipe herdeiro. O tribunal o absolveu de outras duas acusações da mesma natureza.
Durante o processo, Hoiby se declarou inocente das acusações mais graves, embora tenha admitido crimes menores. A promotoria pedia uma pena de sete anos e sete meses de prisão. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
O caso trouxe a público o vício de Hoiby em drogas, além de vídeos de encontros sexuais e mais de 800 mensagens eletrônicas usadas como prova. "O tribunal considera comprovado que ela não foi capaz de resistir ao ato", afirmou o juiz Jon Sverdrup Efjestad, do Tribunal Distrital de Oslo, ao ler o veredito sobre o estupro ocorrido na casa real.
Hoiby acompanhou a leitura da sentença por videoconferência da prisão. Uma das mulheres que o acusaram estava no tribunal e chorou ao ouvir a condenação, sendo amparada por seu advogado.
O escândalo afetou a popularidade da monarquia. Uma pesquisa do instituto Norstat, divulgada em fevereiro durante o julgamento, mostrou que o apoio à manutenção do regime monárquico caiu para 60%, um mínimo histórico. Em maio, o índice se recuperou parcialmente para 64%.
A condenação se soma a outras polêmicas recentes, como o pedido de desculpas da princesa Mette-Marit por ter mantido contato com o criminoso sexual Jeffrey Epstein após sua condenação em 2008. A mãe de Hoiby também enfrenta um momento pessoal delicado, aguardando um transplante de pulmão devido a uma fibrose pulmonar.







