O Gecex renovou nesta terça-feira (23) a cota de importação para veículos elétricos desmontados sem a cobrança de imposto. A medida tem validade de seis meses e autoriza a entrada de até US$ 463 milhões em veículos nessas condições. A manutenção da isenção pode conter a alta nos preços dos carros elétricos vendidos no Brasil.
A decisão, no entanto, provocou forte reação da Anfavea, a associação que representa as montadoras nacionais. Em nota, a entidade afirmou que a renovação da cota é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças".
Segundo a apuração, montadoras já instaladas no país, como Volkswagen e Toyota, haviam solicitado ao governo que não concedesse o incentivo para a importação. A Anfavea alega que a isenção representa um risco aos investimentos e empregos no setor automotivo nacional.
A medida beneficia diretamente empresas chinesas como a BYD e a Geely, que possuem projetos para iniciar a produção de veículos no país. Em resposta às críticas, a BYD atribuiu a reação negativa das marcas tradicionais ao aumento da concorrência no mercado.








