Relatos sobre o possível uso de “golfinhos suicidas” pelo Irã contra navios de guerra dos Estados Unidos no Golfo Pérsico geraram questionamentos no Pentágono. A especulação ganhou força em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e a República Islâmica.
Durante uma entrevista coletiva no dia 5 de maio, um repórter do jornal The Daily Wire questionou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, sobre os “relatos sobre o uso de golfinhos kamikazes” por parte do Irã.
Em sua resposta, Hegseth foi evasivo e irônico. “Não posso confirmar nem desmentir a existência dos nossos próprios golfinhos suicidas, mas posso confirmar que eles não têm nenhum”, declarou o secretário.
O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, também minimizou a informação. “Parece a história dos tubarões equipados com raios laser, não?”, respondeu o militar.
Os comentários das autoridades americanas faziam referência a uma reportagem publicada cinco dias antes pelo The Wall Street Journal. Com o título “Irã busca desesperadamente uma solução para o bloqueio americano que não consegue romper”, o texto afirmava que o bloqueio naval ao estreito de Ormuz expôs as fragilidades da estratégia iraniana.
Segundo a publicação, autoridades iranianas teriam afirmado que Teerã poderia empregar “armas nunca antes utilizadas”, incluindo desde submarinos até golfinhos equipados com minas para atacar os navios americanos.
A reportagem do jornal americano também mencionou que a Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou cortar os cabos de fibra óptica no estreito de Ormuz, o que poderia interromper o tráfego global de internet.







