Uma análise de leitura labial de um evento oficial de 2019 sugere que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou se o Rei Charles III, na época príncipe de Gales, estava bêbado. O momento teria ocorrido em 3 de junho de 2019, durante um suntuoso banquete no Palácio de Buckingham, em Londres.
O episódio aconteceu logo após Charles fazer um discurso durante a visita de estado de três dias de Trump ao Reino Unido. Segundo o especialista em leitura labial que reviu as filmagens do evento, Trump virou-se para sua esposa, a então primeira-dama Melania Trump, e pareceu gesticular as palavras: "Ele está bêbado?".
A interação, capturada pelas câmeras que cobriam o jantar de gala, passou despercebida na época, mas ganhou destaque após a análise do vídeo. O banquete, oferecido pela Rainha Elizabeth II, foi um dos pontos altos da visita, que visava fortalecer os laços diplomáticos entre os dois países.
No seu discurso, o então príncipe de Gales abordou temas como a longa parceria entre o Reino Unido e os EUA. Ele também fez referências a pautas ambientais, uma de suas principais bandeiras e um tema de clara divergência com o governo Trump, que havia retirado os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima em 2017.
Fontes que acompanharam o evento relataram que o discurso de Charles teve um tom amigável e incluiu algumas observações bem-humoradas. A reação de Trump, interpretada pelo especialista, teria sido uma resposta direta ao tom ou conteúdo da fala do herdeiro do trono britânico.
É fundamental pontuar que a leitura labial, embora seja uma técnica utilizada por especialistas para decifrar falas em vídeo sem áudio claro, não é uma ciência exata. A precisão pode variar dependendo da qualidade da imagem, do ângulo da câmera e da dicção da pessoa. Portanto, a afirmação é uma interpretação profissional, e não uma transcrição oficial confirmada.
A visita de Trump ao Reino Unido em 2019 foi marcada por grande pompa e cerimônia, mas também por protestos massivos nas ruas de Londres contra suas políticas. O encontro com a família real foi um dos momentos mais observados pela imprensa internacional, que escrutinou cada gesto e interação entre os líderes.
Na época, as visões de mundo de Trump e Charles já eram publicamente conhecidas por serem bastante distintas, especialmente em relação ao meio ambiente. Charles é um ativista ambiental de longa data, enquanto Trump sempre expressou ceticismo sobre as mudanças climáticas e favoreceu a desregulamentação da indústria de combustíveis fósseis.
Apesar da suposta pergunta de Trump, não houve qualquer indício ou relato de que o príncipe Charles estivesse de fato alcoolizado. A família real britânica segue protocolos rígidos em eventos oficiais, e o comportamento do então príncipe durante toda a noite foi descrito como impecável pelos presentes.
O episódio ilustra a constante vigilância da mídia sobre figuras públicas e como momentos não roteirizados podem gerar narrativas paralelas aos eventos diplomáticos. A interação, embora de natureza pessoal e não confirmada, alimenta a curiosidade do público sobre a dinâmica nos bastidores do poder global.
A relação entre Donald Trump e a realeza britânica sempre foi objeto de especulação. Antes mesmo da visita, ele havia feito comentários sobre membros da família, incluindo a duquesa Meghan Markle, tornando suas interações com a rainha e sua família um ponto de grande interesse jornalístico.
Do ponto de vista diplomático, o suposto comentário não gerou qualquer repercussão ou crise entre os governos americano e britânico. Visitas de estado são eventos altamente coreografados para projetar uma imagem de unidade e cooperação, e pequenos incidentes ou observações pessoais raramente afetam as relações institucionais de forma significativa.









