Assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceram em caráter reservado que o resultado das Eleições de Meio de Mandato, realizadas na terça-feira (3), foi amplamente favorável aos democratas. Diante da dimensão dos números, integrantes do entorno presidencial não preveem tentativas de contestação judicial em larga escala por parte da administração republicana. Um assessor declarou à CNN que a votação foi, essencialmente, uma vitória grande demais para ser fraudada, em referência a uma expressão utilizada pelo próprio presidente sobre a eleição de 2024.
Antes da votação, Trump e aliados iniciaram movimentações para eventuais questionamentos, apontando dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral. O Departamento de Justiça chegou a ingressar com ação judicial preventiva no Alasca para tentar conter a certificação de resultados caso o titular Dan Sullivan não vencesse, devido à presença de outro Dan Sullivan na cédula. Na Califórnia, houve tentativa de descartar milhares de votos atribuídos a possíveis não cidadãos, mas a Suprema Corte rejeitou o pedido na segunda-feira (2).
A chamada onda azul superou as expectativas do Partido Democrata. A oposição garantiu o controle da Câmara e do Senado ao avançar em redutos tradicionais e vencer em disputas cruciais. O cenário coincidiu com a baixa na aprovação popular de Trump, registrada em média de 32% nas pesquisas no período prévio ao pleito.









