O padre Mário Reis da Silveira está sendo investigado pela Polícia Civil em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, por suspeita de assédio sexual. Segundo as informações, pelo menos cinco pessoas teriam sido vítimas do sacerdote, que já foi afastado de suas funções.
A investigação ganhou força com o depoimento de um homem de 32 anos. Ele procurou as autoridades para relatar abusos que teria sofrido há cerca de duas décadas, quando era adolescente e servia como coroinha na paróquia local.
Em seu relato, a vítima descreveu que os abusos aconteciam durante conversas particulares com o padre dentro da própria igreja. Os atos incluíam toques em suas partes íntimas e beijos sem consentimento. "Meu primeiro beijo na boca foi com um padre", afirmou o denunciante.
O homem contou que, aos 17 anos, revelou o ocorrido para sua mãe. Na época, ela teria procurado a Arquidiocese Metropolitana para denunciar o caso, mas, segundo a família, nenhuma providência foi tomada.
Agora, sendo pai, o denunciante decidiu expor a situação publicamente. Ele afirma que sua motivação é evitar que seu filho e outras crianças possam passar pela mesma experiência que descreveu como traumática. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.







