O relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), defendeu nesta quarta-feira (20) uma regra específica para trabalhadores com salários superiores a R$ 16 mil. Segundo a proposta, esse grupo ficaria sem um limite de jornada, enquanto a regra geral passaria de 44 para 40 horas semanais.
A intenção, segundo o relator, é criar um incentivo para que profissionais de alta renda sejam contratados no regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), combatendo a chamada "pejotização", que é a contratação como pessoa jurídica. "A ideia é criar um mecanismo para tentar trazer para dentro da CLT quem ganha acima de R$ 16 mil", afirmou Prates. Ele garantiu que esses trabalhadores teriam direitos como FGTS, 13º salário e cobertura previdenciária.
Para justificar a medida, o deputado argumenta que o Estado deve concentrar sua proteção nos trabalhadores de menor renda, que vivem relações de trabalho mais "assimétricas". "O Estado tem que estar mais presente nas relações mais assimétricas, como quem está na escala 6x1 hoje. (É quem) ganha muito pouco e é pobre, a maioria é mulher", disse.










