Enquanto no Brasil os álbuns de figurinhas são uma tradição consolidada em épocas de Copa do Mundo, nos Estados Unidos um novo objeto de desejo tomou conta dos torcedores: a pulseira da Copa. O acessório, que é personalizável, tem sido distribuído gratuitamente nos estádios e nas fan zones das 11 cidades-sede do país.

A iniciativa é do Bank of America, patrocinador oficial do torneio. A empresa preparou mais de 2 milhões de pulseiras e 10 milhões de miçangas para a ação. As peças são compostas por uma tira trançada nas cores vermelha, azul ou preta, onde se encaixam contas de metal, em um estilo semelhante ao das pulseiras da marca Pandora.

São 140 modelos diferentes de miçangas, incluindo números, bandeiras dos países participantes, a taça da Copa do Mundo e desenhos exclusivos de cada cidade-sede. O sucesso foi tão grande que a organização já prometeu a produção de um novo lote.

A alta procura, no entanto, tem gerado longas filas. Na fan zone da US Soccer em Los Angeles, a "Casa do Futebol", o espaço abre ao meio-dia, mas torcedores relatam chegar às 5h30 da manhã para conseguir o brinde. Após confusões nos primeiros dias, quando o estoque se esgotava rapidamente, foi implementado um sistema de senhas com horário marcado para a retirada dos braceletes.

"Algumas pessoas nem ficam para assistir aos jogos, só querem pegar o bracelete e vão embora", relatou Carlos Smith, funcionário do local.

A febre pelo acessório gratuito criou um mercado paralelo. Em plataformas de venda online como o eBay, as pulseiras são encontradas por cerca de 60 dólares. Em outros sites, como o Poshmark, alguns anúncios chegam a pedir 500 dólares pelo item. O Bank of America afirmou que distribuirá todo o estoque disponível antes do final da Copa do Mundo.