O empresário Renan Santos (Missão) é o pré-candidato à Presidência que mais tem crescido nas redes sociais, segundo uma pesquisa do Sistema Analítico Bites divulgada no último domingo, 28. O levantamento monitorou as publicações nos perfis oficiais dos sete principais presidenciáveis no Instagram, Facebook, X (antigo Twitter) e TikTok, no período de 1º de janeiro a 28 de junho.
De acordo com os dados, Renan Santos conquistou 106.812 novos perfis em suas redes. O número é 1,4 vezes maior que a soma dos novos seguidores de todos os outros pré-candidatos somados e 32 vezes superior ao que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) conseguiu no mesmo período.
A pesquisa mostra que, embora a disputa digital seja controlada por quatro nomes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema e Renan Santos, é este último quem se destaca no crescimento. Juntos, os sete pré-candidatos analisados produziram 12.669 posts, que geraram 384,5 milhões de interações.
O relatório da Bites aponta para um afunilamento na corrida digital. "A batalha digital está se afunilando entre Flávio, Lula e Renan. O ímpeto inicial de Zema na onda de críticas ao STF parece que está se esgotando", afirma o documento. Lula e Flávio Bolsonaro, sozinhos, concentram 66% do volume total de postagens.
Em relação aos temas, a análise revela que o debate é dominado por Política, com 3.471 posts (13,3% do total), e Segurança, com 3.434 publicações (13,2%). Juntos, os dois assuntos representam mais de um quarto de todo o conteúdo publicado pelos presidenciáveis.
Apesar do foco dos candidatos em política e segurança, o eleitorado demonstra maior engajamento com pautas de nicho. Os temas que mais geraram interações foram Religião (45.501), Direitos Humanos (44.791), Agricultura (43.875), Família (40.795) e Cultura (40.635).
"Esse desenho indica uma agenda concentrada: a disputa discursiva se organiza, sobretudo, no eixo da segurança pública e da política institucional, enquanto temas tradicionalmente sensíveis ao eleitor, como saúde e educação, recebem investimento comparativamente baixo de conteúdo", conclui o comunicado da Bites.






