A Rússia anunciou nesta terça-feira, 19 de maio, o início de seu maior exercício de simulação de guerra nuclear desde o fim da Guerra Fria, em 1991. Segundo o Ministério da Defesa russo, as manobras ocorrem até o dia 21 de maio com o objetivo de treinar "a preparação e o uso das forças nucleares em caso de ameaça de agressão".
A operação envolve um contingente de mais de 65 mil soldados e 7.800 equipamentos bélicos. A estrutura mobilizada inclui mais de 200 mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos. O ministério confirmou que parte do exercício consistirá em um teste do uso de armas nucleares posicionadas no território da vizinha Belarus.
Moscou também deslocou para Belarus o míssil hipersônico Oreshnik, que possui capacidade nuclear. Além dele, mísseis balísticos e de cruzeiro serão testados durante o treinamento militar.
O início dos exercícios coincide com a visita do presidente Vladimir Putin à China para um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. A reunião celebra os 30 anos da associação estratégica entre os dois países. A mídia estatal chinesa reportou que Xi Jinping afirmou que a cooperação bilateral "se aprofundou e se consolidou continuamente".
Os dois líderes já se encontraram em mais de 40 ocasiões, e o estreitamento das relações entre Rússia e China é visto com preocupação nos Estados Unidos e na Europa, especialmente após o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Analistas apontam que o apoio econômico e diplomático chinês tem sido um fator para a continuidade do conflito.
Enquanto as manobras nucleares acontecem, a guerra na Ucrânia registra uma nova escalada. Na última semana, Rússia e Ucrânia trocaram os mais intensos ataques aéreos desde 2022, resultando em dezenas de mortos. Nesta terça-feira, ataques no norte do território ucraniano vitimaram quatro pessoas.







