Barueri, SP
Segurança

STM mantém condenação de civis por desvio de armas de quartel em Barueri

Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira foram sentenciados a 18 anos de prisão cada um; parte do armamento foi localizado em São Roque

Redação O Informantte·08/06/2026, 13:31·1 min de leitura
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STM mantém condenação de civis por desvio de armas de quartel em Barueri

O Superior Tribunal Militar (STM) manteve a condenação de dois civis acusados de participar do esquema de venda de armas furtadas do Arsenal de Guerra do Exército, localizado em Barueri. Em decisão unânime na última quarta-feira (3), os ministros rejeitaram os recursos da defesa e confirmaram as penas de 18 anos de prisão para Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira por comércio ilegal de armas de uso restrito.

O caso teve início em setembro de 2023, quando foi descoberto o furto de 22 armamentos da unidade militar em Barueri. O material, que incluía metralhadoras calibre .50, metralhadoras 7,62 e um fuzil, teria sido retirado do quartel por militares que atuavam no local.

Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, Cláudio Aldo Ferreira teria auxiliado na conferência e preparação das armas para serem enviadas a grupos criminosos. Já Altoniel Salvador Almeida foi apontado como o intermediador na negociação de parte do armamento desviado.

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As defesas de ambos os acusados negam qualquer envolvimento no esquema. Os advogados sustentam que não existem provas suficientes para justificar as condenações impostas pela Justiça Militar.

Durante as investigações, nove das 22 armas furtadas foram encontradas em um sítio na cidade de São Roque. O local era usado como um esconderijo temporário para o arsenal, que incluía cinco metralhadoras calibre .50 e quatro metralhadoras 7,62.

Até o momento, operações policiais realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro conseguiram recuperar 20 dos 22 armamentos desviados. Duas metralhadoras ainda não foram localizadas. O caso é considerado um dos maiores desvios de armas de unidades militares já registrados no Brasil e continua sob investigação das autoridades federais.

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