As autoridades de saúde de Nova York, nos Estados Unidos, estão em alerta devido a um surto da doença dos legionários. Até a última segunda-feira (20), a infecção já havia causado duas mortes e diagnosticado outras 72 pessoas, com os casos concentrados na região de Upper East Side, em Manhattan.
Investigações apontam que a bactéria Legionella, responsável pela doença, foi encontrada nas torres de resfriamento de 76 edifícios. Os proprietários dos imóveis foram obrigados a esvaziar, limpar e desinfetar os equipamentos. As autoridades de saúde esclareceram que o surto atual não tem relação com a água potável da cidade, chuveiros residenciais ou aparelhos de ar-condicionado convencionais.
A doença dos legionários é uma forma grave de pneumonia, causada pela bactéria Legionella pneumophila. O microrganismo se prolifera em ambientes de água morna, como torres de resfriamento, banheiras de hidromassagem, fontes e sistemas hidráulicos de grandes prédios. A contaminação ocorre pela inalação de pequenas gotículas de água contaminada, e a doença não é transmitida de pessoa para pessoa.
Os sintomas geralmente aparecem entre dois e 14 dias após a exposição à bactéria. Os principais sinais incluem febre, tosse, falta de ar, dores musculares, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Em alguns casos, podem ocorrer também diarreia e confusão mental. A orientação é que pessoas com esses sintomas procurem atendimento médico imediatamente, pois o quadro pode se agravar de forma rápida.
O risco de desenvolver a forma mais grave da doença é maior para pessoas com mais de 50 anos, fumantes (incluindo usuários de cigarros eletrônicos), pacientes com doenças pulmonares crônicas, diabetes, problemas cardíacos, renais ou hepáticos, e indivíduos com sistema imunológico enfraquecido.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, aproximadamente uma em cada dez pessoas diagnosticadas com a doença morre por complicações da infecção. Apesar da gravidade, a doença tem cura. O tratamento é realizado com antibióticos e, quando iniciado precocemente, reduz de forma significativa o risco de complicações. Não existe vacina para prevenir a infecção.
Especialistas reforçam que a principal forma de prevenção é a manutenção periódica dos sistemas de água em edifícios, com a limpeza e desinfecção de torres de resfriamento, reservatórios e outros equipamentos para evitar a proliferação da bactéria.







