O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lidera neste sábado (4) as comemorações do 250º aniversário do país com o evento “Salute to America”, no National Mall, em Washington. A celebração será marcada por um show de fogos de artifício que pretende quebrar o recorde mundial e por uma intensa onda de calor que atinge a capital americana.
A queima de fogos, com duração prevista de 40 minutos, terá quase 850 mil disparos, superando o recorde atual de 810.904, estabelecido nas Filipinas em 2016. O espetáculo está estimado em US$ 850 mil e os fogos serão lançados de dez pontos diferentes, incluindo o espelho d’água do Lincoln Memorial e o rio Potomac.
O evento ocorre em meio a temperaturas extremas. A previsão para Washington é de 38 °C, o que pode igualar o 4 de julho mais quente já registrado na cidade, em 1919. Apesar do calor, Trump afirmou que fará um discurso longo. “Vai estar cerca de 41 °C, e eu vou lá e vou fazer um discurso realmente longo só para mostrar que posso fazer qualquer coisa”, disse o presidente durante um comício.
A organização do evento, a cargo da entidade sem fins lucrativos Freedom 250, apoiada por Trump, providenciará postos de hidratação com recargas de água gratuitas e estações de nebulização para o público. Será permitido levar garrafas reutilizáveis vazias e ventiladores portáteis.
O esquema de segurança foi reforçado e classificado como um Evento Especial de Segurança Nacional, liderado pelo Serviço Secreto. A medida, segundo o porta-voz da agência, Tom Lynch, se deve à presença do presidente e eleva o nível de proteção a um patamar inédito para as celebrações de 4 de julho. O público passará por detectores de metais e haverá restrições de itens, como mochilas e caixas térmicas.
O discurso de Trump está programado para as 21h45 (horário local, 22h45 de Brasília), pouco antes do início dos fogos, às 22h30 (23h30 de Brasília). O presidente tem sido criticado por democratas, que o acusam de transformar a celebração nacional em um evento partidário e centrado em sua imagem.
A celebração também é cercada por outras questões, como a polêmica envolvendo o espelho d’água do Lincoln Memorial. Após uma reforma de US$ 14 milhões ordenada por Trump, o presidente alegou que o local foi vandalizado. Na quinta-feira, um ex-canoísta olímpico foi indiciado por um grande júri por acusações de danificar a estrutura.








