Barueri, SP
Saúde

Urologista alerta: excesso de pornografia causa ansiedade sexual e disfunção erétil em jovens

Segundo o especialista Guillermo Romero, a superexposição a conteúdo explícito altera a resposta ao desejo real e pode diminuir a satisfação nos relacionamentos

Redação O Informantte·21/05/2026, 12:09·2 min de leitura
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Urologista alerta: excesso de pornografia causa ansiedade sexual e disfunção erétil em jovens

A vida íntima de homens jovens está sendo afetada por um fenômeno crescente: a ansiedade sexual. De acordo com o urologista Guillermo Romero, o problema está diretamente ligado ao consumo excessivo de conteúdo pornográfico, que pode levar a dificuldades como a disfunção erétil.

Especialistas em saúde mental e sexualidade apontam que a superexposição a estímulos sexuais constantes e explícitos pode alterar a forma como as pessoas respondem ao desejo e à intimidade na vida real. O problema não seria o consumo ocasional, mas o uso excessivo e compulsivo, que pode se tornar uma dependência psicológica para lidar com estresse e ansiedade.

“Quando o cérebro se acostuma a níveis muito altos de estimulação visual, a resposta diante de experiências sexuais cotidianas pode diminuir. Além disso, surgem comparações irreais sobre desempenho, corpo ou performance sexual”, afirma o urologista Guillermo Romero.

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Diversos estudos internacionais já encontraram associações entre o consumo problemático de pornografia e vários sintomas. Entre eles estão a disfunção erétil de fundo psicológico, diminuição do desejo sexual, menor satisfação nos relacionamentos, ansiedade durante as relações e a criação de expectativas pouco realistas sobre o sexo.

Alguns sinais de alerta podem indicar que o hábito se tornou um problema. A necessidade de consumir conteúdo de forma cada vez mais frequente ou extrema, a dificuldade para se excitar sem pornografia, o isolamento social e a sensação de culpa ou perda de controle são alguns deles.

“O objetivo não é gerar medo nem demonizar a sexualidade, mas promover uma relação mais saudável com o conteúdo digital e entender quando ele está afetando a vida pessoal ou do casal”, explica Romero.

O interesse por temas como testosterona, desempenho sexual e disfunção erétil tem aumentado nos últimos anos, o que ajuda a quebrar tabus. Esse movimento também tem levado médicos a criarem conteúdos educativos para combater a desinformação online.

Para o especialista, um dos maiores desafios atuais é normalizar a busca de ajuda por parte dos homens. “A saúde sexual também é saúde mental, autoestima e qualidade de vida. Buscar ajuda a tempo pode evitar que muitos homens vivam esses problemas em silêncio”, conclui.

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