O vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), foi um dos alvos de mandados de prisão cumpridos na manhã desta quinta-feira, 25, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil.

A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os promotores, o esquema utilizaria uma empresa de transporte coletivo urbano, a Transunião, para movimentar os valores ilícitos. O presidente da companhia, Lourival Monário, também foi detido.

A Justiça determinou o bloqueio de 194 milhões de reais ligados aos investigados e à empresa. Além disso, foi ordenado o afastamento de todos os diretores da Transunião, que opera linhas de ônibus na zona leste da capital paulista e é suspeita de repassar fundos para a facção criminosa.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a investigação teve início após o assassinato do então presidente da Transunião, em 2020. O crime chamou a atenção para um salto inexplicável no capital social da empresa, que passou de 100 mil reais para mais de 50 milhões de reais, sem comprovação da origem dos recursos.

No ano passado, a Transunião recebeu 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo pela prestação de serviços. Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que as linhas operadas pela empresa seguem funcionando normalmente e que aguarda a notificação oficial da Justiça para definir as providências que serão tomadas.

A operação desta quinta-feira é semelhante à Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, que também mirou a lavagem de dinheiro do PCC por meio de outras duas empresas de ônibus, a Upbus e a Transwolff. A defesa de Senival Moura foi procurada para comentar o caso, mas não houve retorno até o momento.