As polícias de Mônaco e da França estão em busca de um homem suspeito de detonar uma bomba caseira no principado na noite de segunda-feira (29), deixando várias pessoas feridas. Segundo Christophe Mirmand, ministro de Estado de Mônaco, ao menos duas das vítimas sofreram ferimentos graves e correm risco de vida.

De acordo com a imprensa francesa e ucraniana, incluindo a emissora BFM TV e o jornal Le Figaro, o alvo do ataque era Vadym Yermolaiev. Ele é um importante incorporador imobiliário de Dnipro que deixou a Ucrânia, renunciou à sua cidadania e se tornou cidadão do Chipre. Em dezembro de 2023, Yermolaiev foi incluído na lista de sanções da Ucrânia.

A explosão ocorreu pouco antes das 21h, no horário local, no centro de Mônaco. Imagens de câmeras de segurança, segundo o Le Figaro, registraram um homem deixando uma mochila na entrada de um prédio residencial momentos antes da detonação. O artefato foi descrito como uma "bomba-pacote" pelo procurador-geral do principado, conforme a BFM TV.

A fachada de um prédio de apartamentos ficou danificada. Policiais e equipes de perícia foram mobilizados para o local. O Príncipe Albert de Mônaco classificou o episódio como "um ato odioso".

Christophe Mirmand destacou o caráter inédito do crime. "Nunca ocorreu um evento dessa natureza no Principado antes", afirmou o ministro de Estado ao canal de notícias francês. Serviços de emergência da França foram enviados para dar apoio, e uma operação policial conjunta está em andamento para localizar o suspeito, informou o Ministério do Interior francês.

Mônaco, um microestado na Riviera Francesa, é conhecido por seu regime fiscal privilegiado e por ser um destino para bilionários.