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Saúde

Morre aos 78 anos Martha Lillard, a última americana a viver com "pulmão de aço"

Diagnosticada com poliomielite na infância, Lillard dependeu do equipamento respiratório por décadas e faleceu em Oklahoma, nos Estados Unidos.

Redação O Informantte·15/07/2026, 19:48·2 min de leitura
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Morre aos 78 anos Martha Lillard, a última americana a viver com "pulmão de aço"

Martha Lillard, conhecida como a última pessoa nos Estados Unidos a viver com o auxílio de um "pulmão de aço" em consequência da poliomielite, faleceu aos 78 anos. A morte ocorreu em 26 de junho, em Oklahoma, e simboliza o fim de uma era para os sobreviventes da doença que dependiam da histórica tecnologia respiratória.

Segundo informações da família, as causas do óbito foram insuficiência pulmonar crônica e síndrome pós-pólio. O quadro clínico de Lillard foi agravado pelos efeitos da Covid-19 de longa duração, doença que ela contraiu por duas vezes durante a pandemia.

A vida de Lillard foi transformada em 1953, quando, aos cinco anos de idade, foi diagnosticada com poliomielite. A doença resultou em uma paralisia do pescoço para baixo, tornando-a dependente de um cilindro metálico de pressão negativa, o "pulmão de aço", para poder respirar. O aparelho funciona alterando a pressão interna para forçar a entrada e saída de ar dos pulmões.

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Apesar das severas limitações, Martha Lillard demonstrou grande resiliência. Ela conseguiu frequentar a escola por meio de um sistema de interfone e, anos mais tarde, usava a internet para se manter informada e realizar atividades cotidianas. Com sessões de fisioterapia, recuperou parte dos movimentos do braço esquerdo e das pernas, o que lhe permitiu morar sozinha por muitos anos e até preparar suas próprias refeições.

Nos últimos cinco anos, sua condição de saúde se deteriorou. A capacidade pulmonar de Lillard caiu para menos de 25%, exigindo o uso do pulmão de aço quase 24 horas por dia.

A história de Lillard evidencia o impacto devastador da poliomielite antes da ampla vacinação, iniciada em 1955. Nos Estados Unidos, a doença foi considerada eliminada em 1979, graças ao sucesso das campanhas de imunização.

Além de sua luta pela sobrevivência, Lillard era reconhecida por sua veia artística, compondo canções e escrevendo poemas. Ela também atuou como voluntária na Sociedade Protetora dos Animais, dedicando-se ao resgate de cães da raça Beagle. Em um obituário escrito por ela mesma, detalhou sua determinação em aproveitar a vida, superando um prognóstico inicial que lhe dava apenas 20 anos de sobrevida.

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