O número de mortos em consequência de dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 589, de acordo com um comunicado do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira, 26.
Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com aproximadamente um minuto de diferença. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os epicentros estavam separados por cerca de 45 km e a profundidades distintas. Os tremores levaram ao desabamento de dezenas de edifícios, causaram interrupções no fornecimento de energia elétrica e geraram pânico no país.
Uma plataforma criada pela oposição venezuelana para a localização de parentes estima que quase 36 mil pessoas estão desaparecidas. As previsões do USGS indicam que o número de vítimas fatais pode chegar a 100.000.
Na quinta-feira, a presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência. "É uma verdadeira tragédia. Estamos realizando esforços muito intensos para salvar o maior número de vidas que Deus nos permitir", afirmou Rodríguez.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de uma missão humanitária brasileira para auxiliar nas buscas por desaparecidos. "Vamos enviar, nesta sexta, 26, pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos", escreveu o presidente.
A equipe brasileira será composta por 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e quatro da Agência Nacional de Telecomunicações. A missão levará nove toneladas de equipamentos para auxiliar nos trabalhos de busca e socorro às vítimas.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, na noite de quinta-feira, 25, a morte de dois brasileiros em decorrência dos terremotos.







