Barueri, SP
Saúde

Anvisa proíbe plataforma de emagrecimento Voy por operar sem licença

Agência afirma que empresa divulgava produto sem registro e operava sem autorização; Voy diz que questão é 'estritamente administrativa' e segue operando

Redação O Informantte·26/06/2026, 18:07·1 min de leitura
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Anvisa proíbe plataforma de emagrecimento Voy por operar sem licença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, propaganda e o uso da plataforma digital Voy, focada em tratamentos para emagrecimento e obesidade. A medida foi oficializada em resolução publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o órgão regulador, a decisão foi motivada por duas irregularidades principais. A primeira é a divulgação de um dispositivo médico que não possui registro na Anvisa. A segunda é a comercialização do produto por meio de uma empresa, a Revia Gestão de Negócios Ltda., que não tem Autorização de Funcionamento (AFE), uma licença obrigatória para companhias que lidam com produtos sob vigilância sanitária.

A Voy se apresenta como uma plataforma que conecta pacientes a médicos e nutricionistas, organiza o processo terapêutico e facilita o acesso a medicamentos indicados por meio de parceiros. Para a Anvisa, no entanto, plataformas que indicam medicamentos e suas dosagens são consideradas "software médico" e, por isso, necessitam de registro específico.

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A agência também destacou que a empresa não está regularizada como farmácia ou drogaria, o que a impede de comercializar medicamentos. "Medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não tem qualquer garantia de origem, composição e qualidade", afirmou a Anvisa em nota oficial.

Em comunicado, a Voy declarou ter recebido a notícia "com surpresa". A empresa sustenta que a discussão com a agência é "estritamente administrativa" e se refere apenas ao enquadramento regulatório de um questionário digital, sem relação com a segurança dos pacientes ou a qualidade dos medicamentos.

A plataforma argumenta que não comercializa, distribui ou dispensa medicamentos diretamente, apenas conecta os usuários a clínicas e drogarias credenciadas. Por essa razão, a empresa considera que não estaria sujeita à obrigação de possuir a Autorização de Funcionamento (AFE).

A Voy informou que já adotou as medidas administrativas cabíveis e que, nos termos da legislação, "a empresa permanece autorizada a operar normalmente". A companhia afirmou ainda que aguarda um posicionamento definitivo da Anvisa sobre o caso.

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