A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta quarta-feira (24) a maior e mais detalhada fotografia já produzida da Via Láctea. A imagem revela o coração do chamado "volume galáctico", exibindo um campo com mais de 60 milhões de estrelas.

O registro representa um avanço significativo para a astronomia, pois permitirá que cientistas confirmem a existência de exoplanetas, que são planetas que orbitam estrelas fora do nosso Sistema Solar, localizados nessa densa região da galáxia.

A captura foi feita pelo telescópio da missão Euclid, um projeto da ESA criado para desvendar a influência da matéria escura, componente que pode ser responsável pela aceleração da expansão do universo. Com os novos dados, astrônomos poderão aplicar a técnica de microlente gravitacional para identificar e medir a massa de planetas distantes, incluindo mundos frios ou gelados.

Lançado em julho de 2023, o telescópio Euclid iniciou suas observações científicas de rotina em 14 de fevereiro de 2024. O equipamento foi projetado para fotografar grandes áreas do céu com uma nitidez comparável à do famoso telescópio Hubble, mas com um campo de visão 270 vezes maior.

Essa capacidade permite ao Euclid observar as formas, distâncias e movimentos de bilhões de galáxias, algumas localizadas a até 10 bilhões de anos-luz de distância. Além de sua missão principal de investigar o "Universo escuro", os dados coletados também são utilizados para estudar exoplanetas, estrelas binárias e a poeira galáctica.

O Euclid é uma missão europeia, construída e operada pela ESA, que conta com contribuições da Nasa, a agência espacial americana, e de um consórcio internacional formado por mais de 2.000 cientistas.