Os Estados Unidos conduziram novos ataques na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26). A informação foi divulgada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA), que classificou a ofensiva como uma resposta a um ataque iraniano contra um navio comercial ocorrido na quinta-feira (25).
Em uma publicação na rede social X, o CENTCOM detalhou que os alvos da ação militar foram locais de armazenamento de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro pertencentes ao Irã. O comando americano afirmou ainda que continuará a coordenar a passagem segura e a prestar apoio aos navios comerciais que transitam pela importante via navegável.
O ataque que motivou a retaliação americana atingiu um navio de carga com um projétil não identificado, danificando a ponte de comando da embarcação. A informação é da United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão que monitora o tráfego marítimo na região. Segundo o órgão, não houve relatos de vítimas ou de impacto ambiental decorrente do incidente.
A ofensiva iraniana de quinta-feira aconteceu poucas horas depois de a Guarda Revolucionária do Irã emitir um alerta. Na ocasião, o grupo afirmou que as embarcações só teriam passagem segura por rotas iranianas no estreito, em um desafio direto à posição do governo Trump de que a via estava livre e aberta à navegação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou Teerã de violar o acordo de cessar-fogo estabelecido entre os dois países. Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que o regime iraniano disparou ao menos quatro drones contra navios no Estreito de Ormuz.
Segundo o presidente americano, um navio de carga foi atingido, mas conseguiu continuar sua rota. Trump também declarou que as forças dos EUA abateram três dos drones iranianos. "Obviamente, trata-se de uma violação insensata do nosso acordo de cessar-fogo", comentou o presidente.
Atualmente, Estados Unidos e Irã mantêm um cessar-fogo para negociar o fim permanente do conflito. O pacto é regido por um memorando de entendimento de 14 pontos, conforme documento divulgado pelo governo americano.









