A Lapônia finlandesa se prepara para receber um novo refúgio de ultraluxo em dezembro de 2026. Batizado de Octola III, o empreendimento terá uma proposta de exclusividade radical, recebendo apenas seis hóspedes por vez. O sistema de reservas será igualmente restrito, operando apenas por convites ou através de uma lista de espera privada, sem a possibilidade de agendamentos online.
Instalado em uma antiga estação de radar, a 500 metros de altitude, o Octola III faz parte do portfólio da Octola Private Wilderness e está localizado em uma área selvagem protegida do povo indígena sámi. Os hóspedes terão a flexibilidade de reservar uma suíte, duas suítes ou a propriedade inteira para garantir total privacidade.
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório finlandês UKI Architects, com liderança do arquiteto lapão Hannu Voutilainen. A estrutura combina o design nórdico contemporâneo com o uso de materiais naturais, inspirados na paisagem local. Apesar do isolamento, o acesso é facilitado por um traslado privativo de 20 minutos a partir do Aeroporto Ártico de Enontekiö.
“Com o Octola III, levamos nosso conceito já consolidado de luxo discreto e ultraprivado literalmente ao topo das montanhas”, afirmou Janne Honkanen, fundador da Octola, em entrevista à rede Euronews. Ele explica que o objetivo é oferecer uma imersão completa na região. “Criamos um ambiente em que os hóspedes não apenas observam o Ártico, mas ficam completamente imersos nele”.
Honkanen destaca que a experiência vai além da hospedagem. “Das vistas sobre mil hectares de natureza selvagem à profunda conexão cultural com o povo sámi e à pureza mensurável do ar, o Octola III representa uma verdadeira evolução das viagens de experiência”, completou.
Situado em uma das montanhas mais altas da Lapônia, o hotel oferecerá vistas para territórios da Finlândia, Noruega e Suécia. A altitude privilegiada também torna o local ideal para a observação da aurora boreal. A propriedade conta com mais de cinco quilômetros de estradas exclusivas para os hóspedes, que terão à disposição um chef particular e um anfitrião dedicado durante a estadia.
A estrutura de bem-estar inclui sauna à beira do lago, tanque para banhos gelados e uma sala de jogos com mesa de sinuca, dardos e espaço para a prática do suopunki, a tradicional técnica de laço do povo sámi. Entre as atividades oferecidas estão passeios de moto de neve, trilhas, encontros com renas e visitas a Kautokeino, um importante centro cultural sámi.
Para grupos maiores, será possível combinar a estadia no Octola III com a vizinha Aurora Radar Station, uma base secreta da década de 1960 que foi convertida em refúgio no início deste ano. A estação dispõe de cinco apartamentos e dez quartos, podendo acomodar equipes de segurança, funcionários ou hóspedes adicionais.








