A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), foi afastada do cargo após ser denunciada por desviar R$ 41,2 mil de cofres públicos. O valor, segundo a investigação, teria sido usado para pagar por uma suposta 'amarração amorosa'.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apresentou a denúncia, o objetivo do suposto ritual era afastar o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, de sua esposa. A apuração indica que a verba pública foi usada para contratar uma 'mãe de santo' para realizar o trabalho.
Embora o valor do desvio apontado pelo MP-SP seja de R$ 41,2 mil, o custo total cobrado pelo serviço à vice-prefeita teria sido de R$ 380 mil, conforme as informações da investigação.
A Associação Nacional das Religiões Afro-Brasileiras (FNAB) se manifestou sobre o caso. A entidade afirmou que o termo 'amarração amorosa' circula no imaginário popular, mas ressaltou que a prática de controlar a vontade de terceiros é incompatível com a ética de suas religiões.








