Barueri, SP
Política

Haddad escolhe Márcio França como vice em SP; Marina e Tebet vão disputar o Senado

Decisão foi delegada a Fernando Haddad por Lula após reunião entre PT e PSB terminar sem consenso sobre a chapa para o governo paulista

Redação O Informantte·25/06/2026, 14:18·2 min de leitura
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Haddad escolhe Márcio França como vice em SP; Marina e Tebet vão disputar o Senado

O ex-chefe da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), bateu o martelo e definiu que o ex-governador Márcio França (PSB) será seu companheiro de chapa como candidato a vice-governador na eleição de outubro.

A decisão, confirmada nesta quinta-feira (25), posiciona as também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como as candidatas da aliança para as duas vagas em disputa no Senado por São Paulo.

A definição coube a Haddad depois que uma reunião com as cúpulas do PT e do PSB, em Brasília, terminou sem um acordo. Segundo informações de lideranças dos partidos, o presidente Lula delegou ao pré-candidato a responsabilidade final pela montagem da chapa.

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Na avaliação da campanha petista, a escolha de França é estratégica. O cálculo é que o ex-governador, que comandou o Palácio dos Bandeirantes em 2018, conhece bem o estado e tem mais trânsito entre eleitores de centro e conservadores. O objetivo é fortalecer a candidatura contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Apesar de preferir disputar o governo ou o Senado, Márcio França deve acatar a decisão. Sua candidatura própria se tornou inviável pelos números nas pesquisas e pela dificuldade em formar alianças, restando apenas o PDT como possível parceiro.

No entanto, a solução não é um consenso no PSB. Lideranças do partido avaliam a posição de vice como arriscada e temem uma derrota ainda no primeiro turno. Para esses socialistas, uma candidatura de França ao governo poderia tirar votos de Tarcísio e garantir um segundo turno.

Os petistas, por outro lado, viam com preocupação a possibilidade de França roubar votos de Haddad, o que poderia agravar uma eventual derrota da esquerda no estado.

Para a disputa ao Senado, o PT aposta que Simone Tebet e Marina Silva podem atrair diferentes fatias do eleitorado. A análise é que Tebet tem boa interlocução com o mercado e setores conservadores, enquanto Marina foca na pauta ambiental e na esquerda. No PSB, porém, há um receio de que as duas acabem competindo pelo voto feminino.

O principal objetivo do PT em São Paulo é levar a eleição estadual para o segundo turno, garantindo um palanque para a campanha de reeleição de Lula no maior colégio eleitoral do país. O partido acredita que o presidente precisa alcançar ao menos os quase 45% dos votos que teve no estado em 2022 para assegurar um novo mandato.

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