Barueri, SP
Política

Trump e senador republicano batem boca em reunião sobre guerra no Irã

Discussão com o senador Bill Cassidy ocorreu no Capitólio e expõe racha no partido sobre o conflito, considerado impopular por seus efeitos econômicos e políticos.

Redação O Informantte·25/06/2026, 16:20·2 min de leitura
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Trump e senador republicano batem boca em reunião sobre guerra no Irã

Um encontro a portas fechadas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e senadores do Partido Republicano terminou em uma discussão acalorada na quarta-feira, 24, no Capitólio. O episódio evidencia o aumento das tensões internas na sigla por causa da guerra no Irã, que enfrenta alta impopularidade devido aos seus impactos econômicos e políticos.

Segundo fontes da imprensa americana presentes no evento, Trump discutiu de forma exaltada com o senador Bill Cassidy durante um almoço. O confronto começou após Cassidy cobrar mais transparência do governo sobre um acordo com Teerã e criticar a falta de clareza nos objetivos da guerra.

“Eu me levantei e disse: ‘Você não contou ao povo americano o que está acontecendo’”, relatou Cassidy a repórteres após o encontro. “Isso deveria durar quatro semanas. Durou quatro meses. E nossos objetivos originais não foram alcançados”, completou o senador.

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Em resposta, de acordo com os relatos, Trump teria chamado Cassidy de “perdedor” e “lunático”, ordenando que ele se sentasse. “Trump não gostou particularmente dos meus comentários e elevou o tom de voz”, contou Cassidy. “Mas eu novamente igualei o tom e o volume da voz dele. Então me sentei e tentei acalmar os ânimos.”

O desentendimento aconteceu um dia depois de o Senado dos Estados Unidos aprovar uma resolução que limita os poderes de guerra do presidente. A medida, aprovada por 50 votos a 48, tem caráter simbólico e orienta a retirada das Forças Armadas americanas de hostilidades contra o Irã, mas não tem força de lei por não ser encaminhada para sanção presidencial.

A Casa Branca afirmou que a legislação não seria constitucional e, portanto, não a cumpriria. A questão jurídica, segundo especialistas, permanece controversa e pode ser decidida nos tribunais. “O Poder Executivo provavelmente a ignorará por motivos constitucionais”, avaliou Scott Anderson, pesquisador da Brookings Institution, à agência de notícias Reuters.

O cenário de tensão ocorre em meio a negociações de paz entre o governo americano e o Irã. Um acordo provisório assinado na semana passada exige o fim imediato das operações militares em todas as frentes no Oriente Médio, incluindo o Líbano, onde Israel e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã, concordaram com um novo cessar-fogo.

Contudo, na terça-feira, o Exército israelense informou ter aberto fogo no sul do Líbano contra “terroristas armados”. Questionado sobre o fato, o embaixador irano nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que qualquer violação do memorando de entendimento criaria desafios para as negociações de paz.

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