Há quase 58 anos e 3.000 edições, a revista VEJA se posiciona como um espelho da história do Brasil desde 1968. A publicação, que se define como o "primeiro rascunho da história", frase do ex-editor do The Washington Post, Philip Graham, celebra o marco relembrando sua participação nos principais acontecimentos do país.
Desde sua criação, a VEJA afirma ter trilhado o caminho da defesa da democracia e da livre-iniciativa. Em um convite para novos profissionais na época de sua fundação, a Editora Abril declarava: "Procuramos homens e mulheres inteligentes e insatisfeitos, que leiam muito, sempre perguntem ‘por quê’ e queiram colaborar na construção do Brasil de amanhã".
A revista destaca sua atuação durante o período do regime militar, posicionando-se contra os abusos e a censura. Com a redemocratização, a publicação levantou a bandeira das Diretas Já, em 1984. Uma reportagem daquele ano descreveu um ato em São Paulo com 200.000 pessoas na Praça da Sé, que cantavam: "Um, dois, três / Quatro, cinco mil / Queremos eleger / O presidente do Brasil".
Outro momento central na história da revista foi a cobertura do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. A série de reportagens que expôs o esquema de corrupção no governo teve início com uma matéria em que Pedro Collor, irmão do então presidente, denunciava as irregularidades. O episódio resultou em dezessete capas sucessivas sobre o tema.
Com a consolidação das instituições, a pauta econômica ganhou destaque. A VEJA apoiou e explicou o Plano Real, de julho de 1994, implementado na gestão de Itamar Franco e consolidado no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Uma capa da época celebrava o momento com a manchete "Êta ano bom", citando a inflação de 1,8% em dezembro e um crescimento do PIB projetado em 4,5%.
Segundo a publicação, a estabilidade econômica abriu caminho para um ciclo de privatizações, como a da Telebras em 1998 e, mais recentemente, a da Sabesp em São Paulo. A revista aponta que essas medidas geraram investimentos e aceleraram metas de universalização de serviços, como o saneamento básico.
Ao longo de sua trajetória, que se expandiu para plataformas digitais, a VEJA reafirma sua missão original, registrada por seus fundadores: "contribuir para a difusão de informação, cultura e entretenimento, para o progresso da educação, a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento das instituições democráticas".







